segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Sempre gostei muito da Tornado, mas as coisas acontecem e acabei trocando-a pela vistosa XRE 300. Ótima motocicleta! Por enquanto foram cerca de 11.000 km sem nenhuma reclamação a fazer.

sábado, 3 de setembro de 2011

Saideira com a boa Tornado...













Semana passada fomos à Chapada dos Guimarães. Fazia 4 anos que ão íamos lá, a estrada está muito diferente. Parte do caminho foi duplicado, contudo a cidade continua linda, e movimentada aos finais de semana, aconselhamos àqueles que gostam de paz que a visitem durante a semana.
Sem saber estávamos a fazer nossa última viagem com a XR 250. Boa moto! Essa semana compramos uma XRE 300, muito mais confortável, já que o banco da tornado não foi pensada para a estrada.
Nessas horas dá aquela vontade de não vender a XR, guardar, mas não dá rsrsrss
Ficam as fotos e a saudade...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Operário em Construção

Era ele que erguia casas
Onde antes so' havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as asas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Nao sabia por exemplo
Que a casa de um homem e' um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa quer ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato como podia
Um operário em construção
Compreender porque um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pa', cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com sour e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Alem uma igreja, à frente
Um quatel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Nao fosse eventuialmente
Um operário em contrucão.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
`A mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma subita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa-
Garrafa, prato, facão
Era ele quem fazia
Ele, um humilde operário
Um operario em construção.
Olhou em torno: a gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Nao sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua propria mao
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que nao havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro dessa compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu tambem o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele nao cresceu em vão
Pois alem do que sabia
- Excercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edificio em construção
Que sempre dizia "sim"
Comecam a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que nao dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uisque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pes andarilhjos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução
[...]

Vinicius de Moraes

terça-feira, 17 de maio de 2011

As aparências...

É verdade que as aparências enganam, mas que elas contam isso ninguém duvida.

Dia desses estava inda para casa, ao chegar perto de um posto da polícia estadual, cerca de 2 km antes, passa por mim uma moto, CG 150, com o cabo enrolado. Por estar chegando perto de um posto policial, e pelas péssimas condições do asfalto, estava indo devagar. Resultado....chegamos ao posto ao mesmo tempo.

A polícia mandou que parássemos e já foi logo perguntando: para onde "estão" indo?

Prontamente me adiantei e disse: não estamos juntos.

O policial então passou a olhar as aparências. Eu: botas, jaqueta, luvas, mochila amarrada....

eles: bermudão no meio da bunda, boné embaixo do capacete, chinelão, camiseta regata...

Resultado: fui imediatamente liberado, os outros ficaram sofrendo revista.

Preconceito? Nesse caso não. Estávamos em BR, não dá pra viajar de bermudão e chinelo, pô!

As aparências enganam...mas que podem dizer a verdade isso podem.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Promessas


A foto ilustra mais promessa que não foi cumprida, a do asfalto. É mais uma que provavelmente não será nunca cumprida.

O povo está sempre recebendo promessas, disso ...daquilo....

Quando poderemos confiar no que nos é prometido?

Será que nunca poderemos esperar com a certeza de que seremos respeitados?

Quando é que teremos legisladores, gestores, autoridades representativas de nossa vontade que realmente se comprometam conosco?

Não consigo nem imaginar essas respostas.

Enquanto isso.....

domingo, 13 de março de 2011

Campinas


Estivemos em Campinas, no início de fevereiro, para um Seminário Internacinal na Unicamp, contudo, até chegar ao seminário, tivemos que enfrentar as estradas brasileiras.

Como estávamos em grupo, precisamos viajar de ônibus, daí já viu....

Na volta um acidente na estrada, já lenta por causa de suas péssimas condições no estado de Mato Grosso, nos fêz ficar mais de 2 horas parados.

Mais um caminho para o saber, com certeza.

Por novos caminhos...


Estou rodando por novos caminhos, claro que isso não significa que esses caminhos sejam novos, muito pelo contrário, são antigos.

Estou em Cáceres, para o mestrado em linguística, e daí já viu, rsrsrsrs

Pela estrada de Porto Estrela é uma aventura, rsrsrs, chão, com muuuuuuita lama e buracos.

Por Cuiabá são 500 km de carretas e carros apresados, mas como dizem, devagar se vai ao longe.