sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Por um espírito docente

Durante muito tempo a profissão de professor foi associada ao sacerdócio ou a maternidade, o que nos valeu títulos como mestres ou tias. Sabemos hoje que um professor é, antes de mais nada, um profissional. Uma pessoa que se preparou e está em constante atualização para desempenhar sua atividade de maneira responsável e eficaz, devendo por tanto receber uma remuneração digna.

Entretanto muitos profissionais têm encarado essa profissionalização de maneira um tanto radical, negando-se a realizar qualquer atividade que não esteja inclusa em sua jornada de trabalho ou prevista em seu concurso. Não defendo a exploração da boa vontade alheia, nem a pseudo-filosofia pela qual devemos fazer o papel que cabe ao estado. Acredito porém que os profissionais da educação devem realizar atividades voltadas às comunidades escolar e local, e que essas atividades na sua grande maioria serão realiazadas fora do horário de aula. Isso, além de ser tarefa prevista na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96) é também uma tendência entre as instituições, privadas e públicas.

Com essa certeza estaremos realizando neste sábado, em nossa escola, o início do Projeto Comunidade Ativa. Esse projeto terá encontros mensais que trarão, além de palestras, atrações artísticas e culturais.

Ao lograr exíto em ações (tras)formadoras da sociedade, temos a convicção de que estaremos contribuindo com o crescimento da educação de qualidade e com o bem estar social.

É essa convicção que chamo de Espírito Docente.
O professor deve ser uma pessoa que acredita no poder das mudanças e será sempre um arauto da esperança. Se perdermos a fé na possibilidade de haver mudanças não temos porque continuar a ensinar. Não podemos trabalhar para formar mão de obra, mas cidadãos.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Estar em férias é, obviamente, um estado transitório, e sendo assim voltamos ao trabalho.
A chuva no Mato Grosso resolveu aparecer, o que foi muito bom, mas frustrou minha idéia de fotografar a Serra empoeirada.
As estradas continuam com seus buracos, os carros com sua poluição e os motoristas com sua pressa, ou seja, tudo continua igual.
Os alunos não mudaram.
Os professores também não.