sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dia do professor

Pois é, mais um 15 de outubro...
Ser professor é bom, pelo menos eu gosto de ser, contudo também é angustiante, pois não temos uma valorização prática, por parte dos governantes. Quando falo de valorização não falo apenas de salário, mas de respeito, de políticas públicas sérias que venham a amparar o professor em sua prática, e não apenas aumentar suas já inúmeras responsabilidades.
A todos os meus colegas professores PARABÉNS.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Por um pouco de conforto


Há quem diga que ao comprar uma on/off road não se pode esperar dela conforto, mas notamos que muitos, talvez a maioria, dos viajantes não profissionais de moto, aqueles que não fazem parte de nenhum moto clube, nem possuem dinheiro para comprar uma estradeira, usam motos desse gênero.


Ouve-se rumores de que as montadoras estão pensando mais nesse filão, com o argumento, em parte justo, de que dispõem de modelos para o fora de estrada, e assim podem "amaciar" um pouco para os viajantes que possuam riquezas apenas em seus espíritos, como é o caso da XRE 300 cc. É claro que ainda é um modelo caro, pelo menos em Mato Grosso, aonde o imposto é estratosférico, rsrsrsrs. Esperamos, também, com muita ansiedade o lançamento da Yamaha Teneré 250 cc, enquanto isso vou usando uma amolfada na velha, mas confiável, tornado.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Andar de Moto


Quando saímos para caminhar um pouco, coisa de alguns quarteirões, não falamos que vamos fazer um passeio, ou que iremos viajar. Há algo intermediário entre o nada e o passeio, algo displicente, descomprometido, mas que nos dá um relaxamento muito bom e é a inspiração de muitas crônicas, que mesmo não escritas edificam nossa personalidade.

O mesmo acontece com a moto, às vezes não rodamos o suficiente pra dizer que viajamos, mas estamos em movimento, na falta de termo adequado dizemos que vamos "andar de moto" ou "dar uma volta de moto". O fato é que esses momentos nos trazem muita alegria, belas fotos e não necessitam de preparativos, apenas alguns minutos de contemplação e tanque cheio. É fato também que rendem belas fotos e boas risadas.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Juína Parte II

Pois é, custei a postar a segunda parte, mas vamos lá.
No retorno à Tangará da Serra, por conhecer melhor a estrada e saber que ela estava em boas condições, e querendo ver minha filha que havia chegado naquela semana de São Paulo, resolvi puxar um pouco, rsrsrsrs
O fato que o que ocorreu foi uma série de coincidências que me impediram de terminar a viagem. Confiando na autonomia da moto, cerca de 200 km na estrada, não abasteci depois de Brasnorte, pois não tinha tido problemas na ida com essa prática, mas como falei a velocidade agora foi maior, o que me causou uma pane seca à 4 km de Campo Novo dos Parecis. Ok, era só virar pra reserva, mas daí a sequência de fatos. Ao parar no acostamento percebi que o pneu estava furado....tudo bem, eu estava com um gel reparador, mas o caso é que a bateria descarregou, ou seja, estava sem gasolina, com o pneu furado e sem bateria, resumindo, dei sorte.
Sim, foi sorte já estar dentro da área de cobertura do celular e meu tio estar em casa para me buscar de caminhonete. Como era sábado, e eu ainda não sabia que era só bateria, tie que deixar a moto em CNP e completar a viagem de buzão.
O lado bom foi que visitei meus tios, rsrsrs, e depois fui buscar a moto acompanhado.
É isso.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Juina - Parte 1











Esse blog tem sido dedicado a falar sobre motos, viagens, e educação. Quando consigo juntar os três pontos é excelente, e esse foi o caso.





Agora em maio estou trabalhando com a turma de letras da Unemat, em Juína. Juína fica à cerca de 500 km de Tangará da Serra, por isso acho que posso chamar de viagem o trajeto que liga as duas cidades, ainda mais se ele for percorrido de moto. Pois bem, vamos ao relato da primeira parte, digo primeira parte por dois motivos: estarei lecionando em duas etapas de 30 h cada e por ainda não ter voltado a Tangará.





Saí pela manhã, às 6:00h, para poder fugir do sol mato-grossense, mas antes passei na casa de meus pais para tomar um chimarrão com eles. Para essa viagem tive que arrumar uma sacola maior, pois trago vários livros, meus instrumentos de trabalho, por isso esteticamente a Tornado não ficou muito bonita, mas sua mecânica continuava impecável. Os primeiros140 km, entre Tangará e Campo Novo dos Parecis possui um estrada bastante irregular, com um asfalto ruim. Entretanto a paisagem da Serra dos Parecis coberta pela neblina compensa.





Após uma rápida parada para o café da manhã, comecei a trilhar o caminho entre CNP e Brasnorte, desse ponto em diante a estrada é perfeita, longas retas, boa sinalização e asfalto. A paisagem é muito bonita, há plantações de girassol e alguns pequenos vilarejos.





Brasnorte é uma cidade pequena, não vi muitos atrativos, mas chama a atenção a quantia de madeira que é extraída na região, que já se encontra na Amazônia Legal.





De Brasnorte a Juína o caminho é lindo, mas não foi sempre assim. Por anos a estrada que ligava Juína à parte sul do estado era horrível e não havia chances de passar sem ter problemas, fosse na chuva ou na seca. Hoje, como falei a situação é outra e o que restou da selva à beira da estrada encanta quem a vê pela primeira vez. Ao se aproximar de Juína a estrada começa a ter curvas e alguns rios muito grandes e bonitos, como o Juruena. Confesso que estive tentadora para para almoçar às margens desse rio, mas continuei e aproximadamente às 12:00h estava no hotel.





Seis horas, que valem muito a pena.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

I Seminário das Escolas de Inserção






Nesta semana estivemos no Assentamento Antonio Conselheiro, o maior assentamento da América Latina, com mais de 1500 famílias, participando de um seminário sobre educação do campo. A UNB e a SEDUC estiveram na coordenação das discusões, que diga-se de passagem foram ótimas.




Várias escolas tiveram a oportunidade de relatar suas experiências com a pedagogia da alternância, mostrando que é possível uma nova metodologia para as escolas do campo, que respeite a diversidade e os saberes da gente do campo.




O evento ocorreu na EE. Paulo Freire, que fica no município de Barra do Bugres, a aproximadamente 70 km de Tangará da Serra. As estradas, que haviam secado, continuavam, mesmo depois de um paliativo, horríveis. Sorte que não há estradas ruins para a tornado. Vejam as fotos.
Esses são apenas alguns dos "caminhos para o saber".



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

BIG BROTHER BRASIL

Autor: Antonio Barreto,

Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ?fuleiro?
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ?zé-ninguém?
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ?armadilha?.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério ? não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os ?heróis? protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
?professor?, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos ?belos? na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos ?emburrecer?
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal?
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal?

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.

OBS: o texto não foi alterado, encontra-se tal como retirado da rede.