quinta-feira, 6 de maio de 2010

Juina - Parte 1











Esse blog tem sido dedicado a falar sobre motos, viagens, e educação. Quando consigo juntar os três pontos é excelente, e esse foi o caso.





Agora em maio estou trabalhando com a turma de letras da Unemat, em Juína. Juína fica à cerca de 500 km de Tangará da Serra, por isso acho que posso chamar de viagem o trajeto que liga as duas cidades, ainda mais se ele for percorrido de moto. Pois bem, vamos ao relato da primeira parte, digo primeira parte por dois motivos: estarei lecionando em duas etapas de 30 h cada e por ainda não ter voltado a Tangará.





Saí pela manhã, às 6:00h, para poder fugir do sol mato-grossense, mas antes passei na casa de meus pais para tomar um chimarrão com eles. Para essa viagem tive que arrumar uma sacola maior, pois trago vários livros, meus instrumentos de trabalho, por isso esteticamente a Tornado não ficou muito bonita, mas sua mecânica continuava impecável. Os primeiros140 km, entre Tangará e Campo Novo dos Parecis possui um estrada bastante irregular, com um asfalto ruim. Entretanto a paisagem da Serra dos Parecis coberta pela neblina compensa.





Após uma rápida parada para o café da manhã, comecei a trilhar o caminho entre CNP e Brasnorte, desse ponto em diante a estrada é perfeita, longas retas, boa sinalização e asfalto. A paisagem é muito bonita, há plantações de girassol e alguns pequenos vilarejos.





Brasnorte é uma cidade pequena, não vi muitos atrativos, mas chama a atenção a quantia de madeira que é extraída na região, que já se encontra na Amazônia Legal.





De Brasnorte a Juína o caminho é lindo, mas não foi sempre assim. Por anos a estrada que ligava Juína à parte sul do estado era horrível e não havia chances de passar sem ter problemas, fosse na chuva ou na seca. Hoje, como falei a situação é outra e o que restou da selva à beira da estrada encanta quem a vê pela primeira vez. Ao se aproximar de Juína a estrada começa a ter curvas e alguns rios muito grandes e bonitos, como o Juruena. Confesso que estive tentadora para para almoçar às margens desse rio, mas continuei e aproximadamente às 12:00h estava no hotel.





Seis horas, que valem muito a pena.